
Síndrome das pernas inquietas: o que é e como identificar?
Também conhecida como síndrome de Willis Ekbom, essa condição gera um desconforto nas pernas que provoca uma vontade incontrolável de movimentá-las. Os sintomas aparecem ao final do dia ou à noite, na hora de dormir, e se agravam quando o indivíduo fica em repouso — deitado ou sentado.
Trata-se de um dos vários distúrbios que podem causar exaustão e sonolência, alterando o humor, o foco, o desempenho profissional, escolar e as relações pessoais. Isso dificulta muito as tarefas do dia a dia.
Até mesmo quando a perna fica parada por muito tempo — no cinema, no carro, durante uma viagem longa ou no trabalho — os sintomas podem surgir. Ocasionalmente, os braços também sofrem os efeitos.
Sintomas da síndrome das pernas inquietas
A própria pessoa costuma notar os sintomas, pois o desconforto é perceptível e atrapalha o sono e o bem-estar. E sabemos que dormir pouco afeta os genes e o metabolismo.
Os principais sintomas incluem:
- Tremedeiras indesejadas nas pernas, nos pés e, às vezes, nos braços
- Necessidade de mover as pernas que começa ou piora durante o repouso ou a inatividade
- Angústia nos membros inferiores semelhante a câimbras
- Queimação e formigamento
- À noite, os sintomas se intensificam — causando inquietação ao dormir e chutes involuntários, que podem atingir quem dorme ao lado
Ao notar esses sintomas, o médico precisa avaliá-los para definir quais medidas tomar.
Causas
Não existe uma causa específica para essa síndrome, mas alguns fatores influenciam seu desenvolvimento. Pesquisadores suspeitam que um desequilíbrio da dopamina — substância química cerebral que controla o movimento muscular — pode desencadear a condição.
A falta de ferro no sangue, o consumo excessivo de cafeína, álcool e cigarro também aumentam a frequência dos sintomas. Alguns medicamentos podem agravar a síndrome, como antidepressivos que elevam a serotonina, medicamentos antináusea, antipsicóticos e alguns remédios para resfriado e alergia com anti-histamínicos.
Estudos também apontam que a pandemia contribuiu para o desenvolvimento de alguns distúrbios do sono. Em momentos de estresse elevado, é preciso redobrar os cuidados!
Outros fatores que contribuem para o desenvolvimento ou agravamento da síndrome:
- Influência hereditária
- Doença renal em estágio terminal e hemodiálise
- Gravidez, principalmente no último trimestre (na maioria dos casos, os sintomas desaparecem dentro de 4 semanas após o parto)
- Neuropatia (lesão do nervo)
O colchão também influencia no nervosismo e no comportamento. Como essa síndrome envolve o sistema nervoso, qualquer desconforto ou irritabilidade pode provocar o retorno dos tremores. Por isso, os sintomas costumam aparecer à noite — quando o corpo tenta relaxar. Um colchão inadequado piora esse quadro e compromete o desempenho no dia a dia.
Tratamento
Infelizmente, a cura ainda não existe. Por isso, o objetivo do tratamento é aliviar e controlar os sintomas. Em casos mais severos, que exigem medicamentos, consulte um médico para que ele indique a melhor opção para o seu caso.
Quando os nervos sofrem compressão, a pessoa movimenta as pernas de forma involuntária — porque a coluna e as vértebras disparam estímulos para os membros. Por esse motivo, quem tem essa síndrome frequentemente também desenvolve câimbras.
Assim, uma das melhores formas de aliviar as compressões é o alongamento. Algumas práticas ajudam a relaxar os nervos:
Alongamento antes de dormir O alongamento relaxa os músculos e alivia a tensão dos nervos, preparando o corpo para o descanso.
Yoga As técnicas do Yoga trabalham o corpo como um todo, promovendo bem-estar e equilíbrio. Por isso, também atuam diretamente no tratamento da síndrome.
Meditação A meditação traz benefícios ao bem-estar emocional e à saúde geral. Ela ajuda a manter a calma ao longo do dia e contribui para o controle dos sintomas.
Exercícios físicos Os exercícios estimulam a circulação sanguínea, fortalecem a musculatura e promovem o relaxamento dos nervos.
Massagens nas pernas A massagem alivia a dor imediatamente ao reduzir a tensão muscular e estimular a circulação sanguínea nas pernas.
Existem outros métodos para aliviar a síndrome de Willis Ekbom. O mais importante é sempre consultar um profissional de saúde para analisar o caso e definir as melhores providências.
O conforto na hora de dormir é essencial para um bom desempenho ao longo da semana. Um colchão e um travesseiro de qualidade fazem toda a diferença para quem quer se sentir melhor durante a noite!
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