Curiosidades do Sono

O que são e como funcionam os pesadelos

O sono é um universo com muitos campos ainda desconhecidos do entendimento humano. E nesse lugar, os pesadelos certamente são aquela parte mais obscura e medonha. Mas afinal, por que temos essas manifestações estranhas e tão abstratas? Qual sua função e como acontecem? Descubra na publicação hoje!

Afinal, o que são os pesadelos?

Por mais incrível que a neurociência seja, ainda não temos tantas informações práticas sobre a natureza dos sonhos. Em geral, eles são manifestações abstratas do trabalho da nossa memória junto com os sentimentos. É como se, durante o sono, as coisas que pensamos, sentimos e vemos fossem processadas e “cozidas” num caldeirão do cérebro. Nesse processo, acabam criando combinações de imagens, sons e sensações bem estranhas.

Estranho é uma definição interessante para os pesadelos. Mais do que medo, o estranhamento, a angústia e o constrangimento são os sentimentos mais recorrentes nos pesadelos em geral.

Os sonhos em geral acontecem com mais intensidade durante a fase do sono chamada R.E.M. Nela, o nosso cérebro trabalha com alta intensidade, e é um momento em que muitos neurotransmissores trabalham “saneando” nossos pensamentos e sentimentos. É uma fase muito importante para nos curarmos do estresse – mas também é um momento em que muitas manifestações estranhas nos acontecem na consciência.

O pesadelo é algo bastante natural, tanto entre adultos quanto com crianças. Mais de 30% dos adultos têm pesadelos mensalmente, e de 2 a 8% os experienciam de forma recorrente. No geral, eles não fazem mal, pelo contrário: podem ser momentos de aprendizado, de treino e superação de situações da vida, que acontecem de maneira abstrata e cifrada.

A natureza dos pesadelos

Não teria como não falar de pioneiros como Freud e Jung, que através da psicanálise adicionaram fundamentos simbólicos e dialógicos a mundos e temas ainda inexplorados. E uma das conclusões mais fortes de ambos tem forte relação com situações traumáticas e estresses.

Verdadeiramente, o Estresse Pós-Traumático é uma das situações mais favoráveis para que os pesadelos aconteçam. Afinal, os sonhos em geral são um lugar de aprendizado e prática de sentimentos e imagens que se repetem em nossa vida – alguns de propósito, e outros que buscamos esconder.

No estresse pós-traumático revivemos momentos de nossa vida que nos causaram choques, treinando-os e revisitando-os. Situações estressantes que enfrentamos também costumam aparecer de alguma forma nos sonhos, e nossos estresses diários são um prato cheio para pesadelos.

Outras situações que costumam ser propícias para pesadelos são condições como a privação de sono, a ansiedade e medicamentos antidepressivos, pois estes aumentam a fase R.E.M., que é justamente quando temos mais pesadelos.

Como na fase R.E.M. nosso cérebro está bastante ativo, ficamos muitos sensíveis ao que acontece em nosso corpo e ao redor de nós, por isso, mais do que memórias e sentimentos, nossos pesadelos podem ser influenciados por coisas ao nosso redor, como sons e sentimentos físicos, sendo dois deles muito comuns: a barriga cheia, que força o metabolismo a trabalhar com mais intensidade, e a má postura ou desconforto físico, que pode ter uma relação, por exemplo, com sonhos de agressão física.

Sonho ruim, pesadelo, terror noturno e sonambulismo

Todos eles são situações diferentes. Acredite!

Por mais que pareçam manifestações de natureza parecida, o sonambulismo e o terror noturno são parassonias, distúrbios geralmente de natureza física que acontecem especialmente pela falta de paralisação adequada do corpo enquanto dormimos. Isso causa despertares bruscos e angustiados. Nesses momentos, podemos até mesmo fazer coisas enquanto dormimos.

Já os sonhos ruins podem ser apenas imagens estranhas e abstratas, mas sem necessariamente ter uma carga emocional tão forte ligada a sentimentos. Os pesadelos costumam gerar uma reação mais forte que os sonhos, mas mais brandas que os terrores noturnos.

Como se tratar de pesadelos recorrentes

Uma parcela da população sofre com um ritmo de pesadelos que não é comum. A maioria está ligada à privação do sono, traumas e estresses, e costumam passar com o tempo. Mas há situações que podem causar episódios muito intensos e recorrentes de pesadelos, que podem afetar a qualidade de sono e de vida, especialmente em pessoas que sofrem de quadros pós-traumáticos, insônia crônica, depressão e apneia do sono.

Em maior parte desses casos, nada pode substituir um acompanhamento profissional dedicado para lidar com as causas, mas algumas medidas certamente podem auxiliar no dia a dia:

  • Faça uma boa higiene do sono antes de dormir;
  • Evite consumir alimentos pesados até 2h antes de dormir;
  • Na medida do possível, cuide de situações estressantes, especialmente evitando pensamentos ansiosos antes de dormir;
  • Durma com o máximo de conforto possível, em um bom colchão, em um ambiente escuro e calmo, para estimular a produção de melanina;
  • Tente lidar com seus sentimentos, se autoconhecer;
  • Anote seus sonhos ao acordar, faça um pequeno relato deles de forma prolongada, identifique seus elementos e vá mentalizando, especialmente antes de dormir, novos desfechos e narrativas positivas para eles. Essa tática tem sido empregada com sucesso no tratamento de pessoas que lidam com estresse pós-traumático.

Os pesadelos também podem ser experiências criativas, de aprendizado e até inspiradoras (quando acontecem ocasionalmente!). Basta pensarmos em tantas mentes geniais do horror e do mistério, como Edgar Allan Poe, Stephen King e Augusto dos Anjos: todos eles foram inspirados pelos pesadelos!

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