
Descubra o que é terror noturno e saiba como lidar
Você já ouviu falar no terror noturno? Trata-se de um distúrbio do sono em que a pessoa enfrenta episódios de pânico nas primeiras horas de descanso. É mais comum em crianças, mas também ocorre em adultos.
É provável que você já tenha lidado com essa condição em algum momento. Em muitos casos, a pessoa não se lembra do episódio — o que torna o transtorno ainda mais misterioso.
Por isso, vale entender melhor o terror noturno: o que é, como acontece e como agir caso você presencie um caso. Continue a leitura!
O que é e como acontece o terror noturno?
O mundo do sono é repleto de curiosidades. Psiquiatras, psicanalistas, neurologistas e religiosos se inspiram nesse universo para entender melhor o ser humano.
As parassonias são episódios que ocorrem durante o sono. Elas têm várias manifestações — e o terror noturno é uma delas. Trata-se de uma patologia específica do sono. Na maioria dos casos, acomete crianças entre 2 e 5 anos. Em poucos casos, o terror noturno persiste até a vida adulta — ou mesmo começa nessa fase. Nesses casos, o adulto precisa de tratamento específico.
O terror noturno se manifesta na primeira metade do sono. A pessoa tem sonhos tipicamente violentos, ligados a fuga, perseguição, destruição e sofrimento. Ela fica aterrorizada e em pânico. Nesses episódios, podem ocorrer gritos e agitação intensa.
Na maioria das vezes, a pessoa volta a dormir logo em seguida. Pela manhã, ela não se lembra do que aconteceu.
O terror noturno é mais comum em crianças do que em adolescentes. Ele tende a melhorar de forma natural, conforme o cérebro se desenvolve e o processo de sono amadurece.
Apesar de assustar quem observa, o terror noturno, por si só, não é um acontecimento perigoso. Porém, por se tratar de uma parassonia, ele gera impacto no dia a dia. A criança pode ficar ansiosa, cansada e com dificuldade de memória — porque não teve uma boa noite de sono.
Qual é a diferença entre pesadelo e terror noturno?
Ao contrário do que muitos pensam, pesadelo e terror noturno são coisas diferentes.
O pesadelo acontece durante o sono leve, logo após a criança adormecer. Por isso, ela costuma lembrar com facilidade do que sonhou.
Já o terror noturno provoca um despertar na fase do sono profundo. É assustador não só para a criança, mas também para os pais. A criança se debate, grita e chora muito. Pais que não conhecem o fenômeno costumam entrar em desespero.
A grande diferença prática é que os pais não têm muita alternativa além de esperar o episódio passar. As crises costumam durar até 15 minutos.
Fatores que podem estar ligados à parassonia
Alguns fatores podem contribuir para o surgimento do terror noturno:
- Consumo de cafeína ou alimentos pesados antes de dormir
- Quadros de ansiedade ou depressão
- Uso de certos medicamentos (verifique sempre a bula)
- Sintomas febris
- Irregularidades no sono da criança
- Alto nível de estresse emocional ou físico
Outro fator muito discutido é o estágio de formação do cérebro infantil. O cérebro ainda está em desenvolvimento e não atingiu plena maturidade. Por isso, estresses físicos e emocionais podem gerar interpretações mais intensas e assustadoras durante o sono.
Além disso, as parassonias também podem estar ligadas a transtornos respiratórios. Crianças com dificuldade para respirar durante o sono podem desenvolver episódios com mais facilidade. Por isso, é importante observar a frequência e a intensidade das ocorrências.
Como tratar o terror noturno
O primeiro passo é sempre consultar um médico especialista em sono. Observe os episódios com atenção: com que frequência acontecem, qual a intensidade e quanto tempo duram. Com essas informações, o médico pode conduzir um tratamento mais preciso.
Alguns médicos pedem que os pais filmem os episódios. Isso ajuda a obter um diagnóstico mais rápido e assertivo.
Principais recomendações para lidar com o terror noturno:
- Dormir com regularidade e durante o tempo necessário
- Evitar situações estressantes e traumáticas
- Criar condições favoráveis ao sono: temperatura mais baixa, luz adequada e colchão confortável
- Manter boa hidratação, pois a desidratação pode causar dores de cabeça intensas
Quando os episódios se ligam a traumas ou estresse constante, o acompanhamento psicológico é fundamental. Ele ajuda a identificar e tratar a causa raiz do problema.
No caso das crianças, os responsáveis podem oferecer carinho, cantigas e músicas calmas durante o episódio. No entanto, é preferível não levar a criança para dormir com os pais. Isso pode criar inseguranças e dependência emocional.
Em casos mais severos, remova objetos que possam machucar a criança das proximidades. Proteja o entorno do colchão para evitar quedas. Não tente acordar a criança durante o episódio. Fazer isso pode dificultar o retorno ao sono e tornar a lembrança do episódio mais vívida — aumentando o risco de trauma.
A qualidade do sono é um fator importante para lidar com as parassonias. Dormir bem é coisa séria. Por isso, aqui no Blog da Feliz Acordar você encontra dicas sobre sono e bem-estar. Leia também nosso post sobre como regular o sono e quais mudanças de hábito podem te ajudar!
